diário de viagem #1 – zagreb

O primeiro dia foi sobretudo longo. Levantámo-nos ainda não eram 4 horas e às 4h30 já estávamos num táxi, a caminho do aeroporto – até ao destino final, Ljubljana, foram quase 18 horas.

O voo dividiu-se em duas partes, com direito a duas passagens pelo controlo de passaporte (que no nosso caso é apenas o cartão de cidadão), Lisboa – Munique – Zagreb. De Munique a Zagreb viajámos num avião minúsculo – suspeito que isso se deva também ao tamanho do próprio aeroporto de Zagreb. Pouco passava das 13 horas quando aterrámos e depois de passar pela segunda inspecção de identificação, fomos ao posto de turismo do aeroporto, que é óptimo. Deram-nos um mapa, onde assinalaram todas as informações de que precisávamos, e um pequeno guia turístico em português, o que achei muito simpático.

A viagem até à cidade não foi animadora… os subúrbios de Zagreb nada têm de bonito, muito pelo contrário. São compostos essencialmente por prédios altos com um ar escuro e inacabado. Não há nada a embelezar aqueles espaços. Só quando trocámos o autocarro por um eléctrico que nos levou até à estação de comboios – que fica mesmo no centro da cidade – é que as coisas mudaram de figura. Até ali estava bastante desmoralizada, a pensar que não teria nada para fazer durante as horas que nos separavam da partida do comboio para a Eslovénia.

Zagreb é uma cidade bonita, pelo menos até onde conseguimos ver. Começámos pela estação ferroviária, que é enorme, com imensos comboios a partir a todas as horas. Os sistemas de bilhetes é que ainda são pouco desenvolvidos – o nosso era de longo curso, em direcção a um outro país e foi feito à mão, com direito a papel químico e tudo. A única coisa que percebíamos nele é que era para Ljubljana.

O passo seguinte foi procurar um sítio onde almoçar, o que não foi fácil. Seguimos pela rua principal, a Praška, sem encontrar nada, para além de padarias. Quando chegámos à Trg bana Josipa Jelacica (Trg significa Praça, ou algo semelhante, o resto não faço ideia) estávamos mais do que esfomeados e acabámos por almoçar num restaurante com um ar pomposo e comida deliciosa – o Klub Književnika. Depois demos um pequeno passeio pelas redondezas, comprámos pães desconhecidos para a viagem (que pensávamos serem doces e afinal eram salgados) e regressámos à estação.

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edifícios cheios de pormenores

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muitas padarias

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O comboio era velhinho, mas confortável. Desconfortável foi o tempo que os revisores (não sei o que lhes chamar…) passaram a olhar para os nossos cartões de cidadão, quer em Zagreb, quer quando atravessámos a fronteira para a Eslovénia. Olhavam-nos de alto a baixo, olhavam para a frente e o verso do cartão inúmeras vezes, faziam caretas e depois lá se iam embora.

Toda a viagem na Eslovénia é bonita. Quando chegámos a Ljubljana já era hora de jantar e lá estavam a Ana e o Paulo à nossa espera :)

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