diário de viagem #8 – zagreb e o regresso
A viagem até Zagreb foi mais sossegada do que a em sentido contrário. E mais triste também. Chegámos cedo à estação de Ljubljana, com tempo para as últimas conversas e as despedidas. Tivesse eu mais facilidade em expressar emoções e teria conseguido transmitir de uma forma mais real o quão agradecida estava pela forma como nos receberam e o quanto tinha gostado dos dias ali passados
Em Zagreb, aproveitámos para ver outras zonas da cidade, que nos levaram a concluir que não vale a pena lá voltar. É bonita, sim, cheia de edifícios imponentes e trabalhados, mas é também bastante suja e desleixada (como às vezes Lisboa me parece também…). O que mais gostei foi encontrar uma loja/ galeria de arte, onde vendiam peças feitas por toda a Croácia, entre elas máscaras que, à primeira vista, diria que vinham de Veneza. Eram tão bonitas e perfeitas que não resisti em comprar uma.



Voámos para Munique num avião ainda mais pequeno do que da primeira vez, mas o pior foi a chegada à Alemanha. Tivemos de passar novamente pela revista de segurança, onde eram extremamente minuciosos, ao ponto de me pedirem para mostrar a máquina fotográfica a funcionar e abrir a objectiva que não estava a ser utilizada. Como todos os passageiros que ali estavam iam apanhar outros voos, a confusão instalou-se, com pessoas a resmungar em várias línguas e várias a quererem passar à frente porque iam perder o próximo voo (risco que também nós corremos, não fosse o nosso voo para Lisboa estar atrasado).
Chegámos a Lisboa às 22 horas e fomos recebidos por um calor intenso. No táxi ficámos a saber que os últimos dias tinham sido insuportáveis. Em Ljubljana, naquela altura, estava a chover.
