o bom inverno

A 19 de Agosto de 2008, João Tordo escrevia no seu blog sobre For Emma, Forever Ago, dos Bon Iver e confessava: “Bon Iver. A aproximação ao francês não pode ser ignorada: bon hiver? O Bom Inverno? Dava um óptimo título para um romance. Só que é música.”

A 28 de Agosto de 2010, O Bom Inverno, quarto romance de João Tordo, chega às livrarias.

Confesso que nunca antes tinha lido algo do autor e não me lembro quando é que O Bom Inverno cruzou o meu caminho. Sei que quis logo lê-lo. Há coisas assim. Comprei-o no final de Setembro e ficou arrumado na estante, à espera da sua vez, até agora. É um livro que se lê num instante, porque é difícil parar, assim que se entra na história. E  para mim, isto é um óptimo sinal.

Podia ser o argumento de um filme. Se percebesse alguma coisa do assunto, arriscaria dizer que é facilmente adaptável ao cinema. E isso é irónico porque é mais ou menos em torno disto que o enredo começa a crescer (muito provavelmente não é inocente, claro). Não me vou alongar em análises (deixo isso para quem sabe, como o Eduardo Pitta). O que posso dizer é que gostei, gostei muito e fiquei curiosa. É muito provável que, em breve, As 3 Vidas façam companhia a O Bom Inverno.

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Se tu estás a planear escrever um livro, então tudo isto que está a acontecer me parece terrivelmente conveniente. Um enredo do caraças, atrevo-me a dizer. Ou julgas que somos idiotas?” (pág. 212)