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Não sou fã de grandes festas na passagem de ano, até porque não ligo muito ao assunto. O final do ano é, para mim, como fazer anos: tempo de reflexões e, normalmente, de um ligeiro sentimento depressivo – não fiz isto, não fiz aquilo. A não ser que o ano tenha tido muitos momentos maus, como já aconteceu, e aí estou bastante feliz por chegar ao fim. Não que as coisas vão necessariamente mudar ou começar de novo, mas há sempre este sentimento de recomeçar que é reconfortante.

Como ainda não consegui planear nada a meu gosto, as viagens parecem-me uma boa alternativa. O ano passado fomos para Évora. Foi a nossa primeira viagem de carro – no nosso carro – e por isso teve um gosto especial.

Partimos na manhã de dia 31, almoçámos numa tasca, algures pelo caminho, e parámos para visitar Montemor-o-Novo.  Não se via muita gente e a visita cingiu-se basicamente ao castelo, que é grande e tem uma vista bonita, principalmente com a luz que estava.

castelo castelo

Chegámos a Évora tarde, demasiado tarde para conseguir uma mesa num bom restaurante, por isso tivemos de jantar no Samurai (um desses restaurantes de buffet de sushi, que não é grande coisa). Ainda bem que conseguimos passear antes do jantar porque depois pouco se via na rua, por causa do nevoeiro.

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Évora é uma cidade bonita onde me vejo facilmente a morar. É acolhedora, tem vida, vários pontos de interesse e uma vida cultural interessante – espaços como a Sociedade Harmonia Eborense (SHE) ajudam. Acabei por ter pena de a ter visitado naquela altura do ano, porque estava tudo fechado.

Évora tem bons restaurantes, também. Como o A Gulla, que nos serviu a primeira refeição do ano. Começámos com uma prova de azeites, gentileza do empregado de mesa, que nos explicou as diferenças e características de cada um. Depois chegaram as migas de espargos com carne de alguidar, para mim, e o arroz de pato no forno, para o G. As doses eram boas, a comida era ainda melhor. Não há nada de que não tenhamos gostado no A Gulla e será um sítio onde voltaremos, certamente.