arquivo de pessoal

março 2011

Um concerto de Guta Naki e outro de Scott Kelly. Descobrir o Tonga e os seus bons petiscos. Regressar ao Fábulas para celebrar o aniversário do Gonçalo. Um jantar de francesinhas caseiras, em casa de amigos. Um cherne grelhado de 3kg, em família, à beira-rio. Noites de Offbeatz. Um dia na Tapada de Mafra. O início de um projecto que me preencheu. Uma entrevista que preferia que não tivesse sido.

Março foi um mês cheio de acontecimentos e de poucas fotografias.

na tapada

coffee table

primavera

scott kelly

tapada de mafra

fevereiro 2011

Fevereiro chegou cheio de sol, a oferecer-nos almoços em esplanadas à beira-rio. No inverno, a comer sushi numa esplanada à beira-rio – somos pessoas cheias de sorte! Mantive os jantares cá em casa, com amigos e família, celebrámos aniversários e vi a Primavera invadir devagarinho o jardim dos meus pais.

Fevereiro foi também o mês de receber um envelope cheio de Japão e de descobrir como o Fábulas é o espaço ideal para jantares confortáveis entre amigos e copos de vinho. Se andam à procura do melhor cheesecake da cidade, vão lá.

parque das nações

massa de arroz

japan

fábulas

fábulas

primavera

primavera

janeiro 2011

Voltei a deixar o blog ao abandono, como tantas vezes acontece. E tinha tantos posts planeados. E tinha tanta vontade de escrever. Alguns ainda virão, outros deixaram de fazer sentido.

Hoje começarei a fazer um resumo do que foi o meu 2011. A ideia não é original, nem é minha. A Hilda fê-lo e eu gostei. Porque não fazer também? Assim será menos deprimente olhar para a minha lista de objectivos – já que ficaram tantas coisas por fazer. Mas fiz muitas outras, que não tinha planeado. E li imenso, como queria.

Comecemos, então.

évora

madrid

calle de atocha

tapas dinner

beijos de morango

Janeiro começou em Évora, cidade que escolhemos para passar o fim-de-ano e o destino da nossa primeira viagem no nosso primeiro carro. Dias depois, partimos para Madrid, de que tínhamos tantas saudades. Foram dias de passeios e petiscos deliciosos. O resto do mês foi passado na cozinha, a planear jantares para amigos e novas experiências. Comemorámos o nosso segundo aniversário a partilhar uma casa e assistimos ao primeiro concerto do ano – a Joanna Newsom no CCB. Precioso.

primavera, outra vez

As minhas orquídeas ainda não voltaram a ter flor, como o ano passado, mas as árvores estão todas floridas e o jardim está cheio cores. É uma das vantagens de viver (novamente) no campo.

Os dias têm sido óptimos e hoje não foi excepção. Sabe bem sentir este calor ameno e o que mais queria era ter passado o dia a trabalhar ao sol, mas o sol não me deixava ver nada no ecrã do meu pequenito netbook…

primavera

primavera

primavera

primavera

help japan

help japan/ hilda grahnat

via Hilda Grahnat

A primeira coisa que fiz na sexta foi enviar um e-mail à Ai, de quem vos falei no último post, para saber como estava. Entretanto, tenho seguido as notícias com atenção e apreensão. Hoje dei conta que alguns artistas começaram a vender peças, cujo valor reverte a favor do Japan Earthquake and Tsunami Relief através da Japanese Red Cross Society ou outras.

É mais uma forma de ajudar.

.:: Help Japan de Hilda Grahnat: todas as fotografias/ set de postais custam 10$, que servem, na íntegra, para ajudar a Cruz Vermelha japonesa.

.::  Japan Disaster Relief de Skye Hohmann: o valor da cada fotografia reverte na íntegra para o fundo de apoio ao Japão da Cruz Vermelha canadiana.

Conhecem outros casos?

Actualização #1: o Unplggd criou uma lista bastante completa sobre como ajudar. Vejam aqui.

Actualização #2: através da BrancoPrata, encontrei mais um projecto – For Japan With Love -que reúne donativos para a Shelterbox poder continuar a ajudar. O projecto, promovido pela Even Ours e a Utterly Engaged, propõe também que esta sexta-feira seja um Bloggers Day Of Silence.

hello from japan

No início do ano, combinei com a Ai do it will stop raining uma troca. Em janeiro enviei-lhe um envelope cheio de Portugal e a semana passada recebi um do Japão. Gosto destas trocas culturais. Neste caso, trocámos comida, mas não tem de ser sempre assim. Por exemplo, adorava ter revistas de decoração escandinavas! E não é por acaso que sou fã do postcrossing :)

Gostei de todas as coisas que a Ai me enviou (e já comi quase tudo!): chá de jasmim e barras de leite condensado da Muji, uns cogumelos de chocolate e bolacha amorosos, uns bonequinhos cuja cabeça parece amendoim e o corpo sabe a chicharrones, aperitivos “ta pasta” que ainda não provei  e o muito aguardado Pocky! Tinha de experimentar Pocky. Tudo começou em 2006 quando o Gonçalo e a minha irmã descobriram os anúncios japoneses destes pauzinhos de bolacha cobertos com chocolate. Ainda consigo ouvir o Anata mo watashi mo Pocky! cantarolado, mesmo sem ver os anúncios há anos! Pouco tempo depois, surgiu por cá o Mikado e ficou sempre a dúvida se era ou não igual ao Pocky – é.

Arigatou, Ai!

ta pasta + pocky

bonecos

cogumelos

leite condensado

natal

O natal é das minhas alturas preferidas do ano. Montar a árvore continua a ter a mesma magia de quando era criança, gosto de pensar no que oferecer a cada uma das pessoas, gosto de ver a reacção quando abrem as prendas. Não tenho muita paciência para compras de última hora, no meio da multidão descontrolada, por isso começo cedo, em novembro. Adoro fazer os embrulhos, também. Não faço nada de especial, como gostaria de fazer (e como planeio fazer no próximo ano), mas tento embrulhar a maioria das coisas em casa.

natal

Para mim o natal é a família, é aquela noite quente e sempre acolhedora. É o dia seguinte, em redor da mesa dos doces. O ano passado não passei a noite com a minha família, o que foi estranho. Este ano, o natal foi em casa dos meus pais e eles convidaram os pais do Gonçalo para se juntarem a nós. Foi diferente, mas soube bem.

Como sempre, houve demasiada comida e demasiados doces, mas se assim não fosse, não seria a mesma coisa. Acordar no dia 25 com a sensação de que comemos demasiado e com a certeza de que vamos comer ainda mais, é essencial! Este ano, em vez do tradicional bacalhau cozido, tivemos bacalhau no forno e polvo à lagareiro. E a comida feita no forno de lenha tem mesmo um sabor especial… :)

sonhos & rabanadas

aletria & tarte de amendoa

os essenciais: sonhos, rabanadas e aletria. a estrela da noite: uma deliciosa tarte de amêndoa!

bacalhau no forno & polvo à lagareiro

O serão foi passado junto à salamandra, onde está mais quentinho, entre prendas, doces e jogos na wii em família.

natal

cultura do chá

Afinal a Cultura do Chá já voltou… completamente diferente. Está bonita, sim senhor, as casas-de-banho são dignas de um bom hotel, mas não é a mesma coisa. A oferta diminuiu, os scones não são espectaculares, é caro e o ar rústico e acolhedor quase desapareceu. E a ideia de terem as portas sempre abertas é má. É inverno, está frio, e torna a estadia por lá desagradável. O doce de morango mantém-se bom, mas onde está o cheesecake que eu mais adorava?

cultura do chá

aconchego

Ontem fiz 25 anos e os aniversários perturbam-me de diversas formas. Particularmente quando o ano que passou foi cheio de decisões que mudam a vida e que ainda não consigo avaliar. Mas não me interpretem mal, o dia foi óptimo – e por isso tenho de agradecer a todos os que o preencheram.

Hoje foi dia de ressaca, dia de ficar em casa, sem tirar o pijama, aconchegada no sofá. E isso sabe tão bem… Para tornar tudo perfeito, faltava um lanche à altura, o que significa chá e scones!

O chá é ao gosto de cada um: eu escolhi jasmim, o Gonçalo preferiu verde (os dois comprados no Hua Ta Li). Os scones são feitos seguindo passo-a-passo a receita da Leonor de Sousa Bastos. A preparação é rápida – em pouco mais de dez minutos estão prontos para ir ao forno -, o que faz deles uma óptima escolha para o lanche, e o resultado final é delicioso! Tentei várias receitas de scones, sem gostar de nenhuma, até experimentar esta, por isso acho que há alguma objectividade no meu julgamento :)

Agora é tempo de pensar no jantar…

scones

foutaises

Descobri esta curta-metragem quando comprei a edição especial do Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain e fiquei fascinada.

Escolhi a versão original sem legendas porque foi a melhor que encontrei, mas podem vê-la legendada em inglês aqui.

Esta curta serviu de inspiração para o blog que mantenho (abandonado) com o Gonçalo, o… Foutaises :)  É o projecto de que mais gosto e ao qual dou menos atenção, infelizmente.




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