arquivo de viagens

o outono em berlim

Já passou um mês desde que estivemos em Berlim e ainda me é muito difícil arrumar tudo na  memória. Berlim é talvez a maior cidade onde já estive. Tão grande que uma semana não chegou para ver nem metade daquilo que tinha planeado. Talvez um mês fosse suficiente.

Em Berlim encontrámos a Ana e o Paulo (que tão bem nos voltaram a acolher), Bon Iver (num concerto perfeito), muita história e o Outono.

berlin

berlin berlin

berlin

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évora

Não sou fã de grandes festas na passagem de ano, até porque não ligo muito ao assunto. O final do ano é, para mim, como fazer anos: tempo de reflexões e, normalmente, de um ligeiro sentimento depressivo – não fiz isto, não fiz aquilo. A não ser que o ano tenha tido muitos momentos maus, como já aconteceu, e aí estou bastante feliz por chegar ao fim. Não que as coisas vão necessariamente mudar ou começar de novo, mas há sempre este sentimento de recomeçar que é reconfortante.

Como ainda não consegui planear nada a meu gosto, as viagens parecem-me uma boa alternativa. O ano passado fomos para Évora. Foi a nossa primeira viagem de carro – no nosso carro – e por isso teve um gosto especial.

Partimos na manhã de dia 31, almoçámos numa tasca, algures pelo caminho, e parámos para visitar Montemor-o-Novo.  Não se via muita gente e a visita cingiu-se basicamente ao castelo, que é grande e tem uma vista bonita, principalmente com a luz que estava.

castelo castelo

Chegámos a Évora tarde, demasiado tarde para conseguir uma mesa num bom restaurante, por isso tivemos de jantar no Samurai (um desses restaurantes de buffet de sushi, que não é grande coisa). Ainda bem que conseguimos passear antes do jantar porque depois pouco se via na rua, por causa do nevoeiro.

évora

évora

évora

Évora é uma cidade bonita onde me vejo facilmente a morar. É acolhedora, tem vida, vários pontos de interesse e uma vida cultural interessante – espaços como a Sociedade Harmonia Eborense (SHE) ajudam. Acabei por ter pena de a ter visitado naquela altura do ano, porque estava tudo fechado.

Évora tem bons restaurantes, também. Como o A Gulla, que nos serviu a primeira refeição do ano. Começámos com uma prova de azeites, gentileza do empregado de mesa, que nos explicou as diferenças e características de cada um. Depois chegaram as migas de espargos com carne de alguidar, para mim, e o arroz de pato no forno, para o G. As doses eram boas, a comida era ainda melhor. Não há nada de que não tenhamos gostado no A Gulla e será um sítio onde voltaremos, certamente.

um fim-de-semana na praia

Praia da Galé. Dias quentes, noites frias. Quatro tendas e um petromax. Pequenos-almoços no parque de campismo, onde não se deve almoçar. Praia a más horas – para a próxima, acordamos mais cedo. Uma tarde na piscina. Melides e migas com carne de porco para o jantar. Farófias, como nunca tinha comido. Uma viagem em busca de almoço. Dois dias sem fazer nada. Sardinhas assadas e arroz doce. Conversas à beira da lagoa. Chegar a casa com vontade de sofá.

lagoa de melides

praia da galé

o melidense

o melidense praia da galé

praia da galé

um castelo para ilustrar postais

Vi várias vezes o Castelo de Almourol da janela do comboio, em viagens para outros locais. Tinha a aura encantada de um castelo perdido no meio de um rio e pensei muitas vezes em visitá-lo. Na viagem que fizemos na Páscoa, entre Tomar e Constância, passámos por lá.

Apesar de gostar do passeio de barco, o melhor do castelo é o que se vê da margem. É um castelo bom para ilustrar postais, até porque está visivelmente abandonado e pouco aproveitado. É uma pena. Mas o espaço em redor merece a visita.

almourol almourol

Para aprender mais sobre o castelo, tive de esperar por chegar a casa e pesquisar. No local, aprendemos muito pouco. Depois desta viagem, decidi comprar um guia de Portugal e planear os meus passeios como se estivesse noutro país. Em conversa com um colega, que trabalhou muitos anos na área do turismo, ele sugeriu o mesmo.

constância

Constância é dos meus sítios preferidos para tardes sossegadas à beira-rio. Descobrimos a vila poema, onde o Tejo e o Zêzere se encontram, há cinco anos atrás, quando fazíamos férias de mochila às costas e a escolhemos para uma semana de campismo. Este ano decidimos voltar, para passar dois dias descansados. Ou assim pensávamos nós. O fim-de-semana da Páscoa coincidiu com as Festas de Constância e a vila estava irreconhecível – muita gente, muito movimento, muito barulho… muito pólen a cair, como se fosse neve. O melhor da passagem por lá foi mesmo podermos experimentar o restaurante Remédio D’Alma – onde não nos tínhamos atrevido a entrar na primeira visita, por sermos ainda pobres estudantes universitários :) -, que é delicioso.

Sou capaz de voltar a Constância, só para um almoço no Remédio D’Alma e uma tarde a ler à beira dos rios.

constância constância

constância constância

tomar

Confesso que planeei a viagem a Tomar, com passagem por Constância, a pensar descansar bastante, deitada a ler à beira da piscina do Hotel dos Templários e nos relvados à beira-rio da auto-proclamada Vila Poema. Não correu nada como planeado. Assim que entrámos na auto-estrada, a caminho de Tomar, começou a chover e assim se manteve o tempo, até ao domingo de Páscoa.

A chuva não impediu os passeios, mas em vez de aproveitarmos os tempos livres a apanhar sol, alternámos entre sestas no quarto e petiscos em cafés e tascas locais. De Tomar só conheço uma margem do rio, onde fica a parte histórica, mas recomendo a visita. Tomar é uma cidade bonita e com muitos pontos de interesse, que me parecem todos mal explorados.

hotel dos templários

tomar tomar

tomar

É uma pena ver uma cidade rica em pontos de interesse tão mal explorada. Não é a cidade em si, são os monumentos. O Convento de Cristo e o Castelo dos Templários são, desde 1983, considerados Património Mundial pela UNESCO, e eu saí de lá a saber quase nada sobre eles. Não basta dizer que é a Cidade Templária, há que explicar porquê, quem eram os Templários, porque é que Tomar – e até Portugal – foi tão importante para eles. Há que potenciar ao  máximo os monumentos que temos, que atraem turistas nacionais e estrangeiros, que perpetuam a nossa história e a nossa cultura, certo? Entrarmos no Convento de Cristo e ficarmos a saber quase nada sobre ele não é aceitável. Sinceramente, aprendi mais sobre os Templários ao ler Uma Aventura Fantástica, quando era miúda, do que a percorrer a cidade e os seus monumentos. E não querendo parecer demasiado crítica, a viagem de comboio por Tomar, com visita ao Aqueduto de Pegões – que fornecia água ao Convento de Cristo – valia realmente a pena se tivesse um guia que fosse explicando a história dos locais. Dizer que o x, y e z foram muito importantes para a cidade ou são os mais importante do país não me ensina realmente nada, se não houver uma explicação concreta e factual. No entanto, pagámos pela viagem turística sem recebermos grande valor acrescentado.

castelo dos templários convento de cristo

convento de cristo

convento de cristo convento de cristo

aqueduto de pegões

Críticas à parte, come-se muito bem em Tomar – e a bons preços! Na Rua Serpa Pinto (antiga Corredoura) não podem deixar de visitar o Café Paraíso, que entretanto celebrou o seu centésimo aniversário e é um sítio simpático, o restaurante O Tabuleiro, onde comemos um delicioso arroz de peixe, e o Estrelas de Tomar, onde comprámos doces típicos – Fatias de Tomar, Queijinhos Doces e Beija-me Depressa. Mas onde gostei mais de ir foi à Tasquinha da Mitas, que está cheiinha de bons petiscos.

Ao terceiro dia, domingo de Páscoa, deixámos a cidade, mas não sem antes darmos um passeio pelas ruas principais, todas enfeitadas para acolher a Procissão.

tomar tomar

tomar

Só tive pena de não poder visitar a Mata dos Setes Montes, que era a lembrança mais querida que tinha da cidade, da primeira vez que a visitei com a minha família. Estava fechada e em obras. Um destes dias, voltaremos para um passeio.

tapada de mafra

Há quase duas semanas, fomos à Tapada de Mafra. Há imenso tempo que a queríamos visitar, mas sem carro não era possível. Entretanto, isso deixou de ser problema e achámos que o início da Primavera seria a altura ideal. Acertámos mais ou menos.

A Tapada é um local encantador e vale mesmo a pena passar lá um dia inteiro. Foi o que fizemos. Chegámos de manhã e fomos fazer uma caminhada. Eles têm três trilhos diferentes, nós fizemos o mais simples: o trilho azul. São 4 kms em terreno pouco acidentado. Percorremos tudo devagarinho, mesmo em passo de passeio. Os momentos mais emocionantes foram, claro, aqueles em que encontrámos animais. Primeiro um veado e um gamo, a espreitarem-nos, sem se aproximarem, depois os javalis, que não podiam estar mais indiferentes à nossa presença.

À tarde, depois de um piquenique no parque de merendas à beira rio, fomos fazer a visita guiada de comboio. Infelizmente, começou a chover e a temperatura baixou, pelo que não foi tão agradável como podia ter sido. O bom de se fazer a visita guiada é que, para além de vermos todos os pontos importantes da Tapada, os museus e as aves de rapina, temos alguém a explicar-nos a história do local.

Ora então, a Real Tapada de Mafra foi criada em 1747, para que o Convento de Mafra tivesse um enquadramento adequado, uma fonte de fornecimento de lenha e outros produtos e um espaço de lazer. Chama-se Tapada por ser um bosque rodeado de muros e o rei D. Carlos foi quem mais usufruíu do espaço. Actualmente, chama-se Tapada Nacional de Mafra e está aberta ao público, oferecendo muitas e diversas actividades.  Têm ainda alojamento e espaço para eventos, nos antigos espaços usados pelos reis.

tapada de mafra

tapada de mafra

tapada de mafra tapada de mafra

tapada de mafra


Nós adorámos o dia e estamos a pensar voltar, para um trilho mais difícil :) Para verem mais fotografias do nosso dia, espreitem aqui.

madrid

Madrid foi feita para nos fazer sentir pequenos, para nos obrigar a olhar para cima. A imponência de cada edifício chega a ser exagerada. Madrid apaixonou-me há anos atrás e mantém-se a mesma cidade cheia de encanto. Os quatro dias que passámos por lá foram feitos de passeios descontraídos e intermináveis.

Como sempre.

retiro

o Retiro continua a ser o meu local preferido.

madrid

madrid

madrid

da janela do nosso quarto.

roteiro gastronómico: quatro dias em madrid

Madrid não é nova para nós. O Gonçalo viveu lá nove meses, em Erasmus. Eu estive lá duas vezes, de visita. Mas experimentar os restaurantes da cidade foi algo que nunca nenhum de nós tinha feito. Esta viagem foi um banquete. Pensando nos nossos dias por lá, parece-me que passámos o tempo a comer e passeámos nos intervalos. É fácil encontrar bons almoços a bom preço, mas a tradição dos dois pratos é exagerada para os nossos estômagos.

Vamos lá então começar…

starbucks plaza de españa

Acordámos muito cedo no dia 4 e não tivemos tempo para o pequeno-almoço. Assim que chegámos a Madrid, apanhámos o metro e fizemos a primeira paragem no Starbucks da Plaza de España. Os donuts do Starbucks são sempre bons, sempre fofos, e o chai tea latte é delicioso (e ainda bem porque todas as outras bebidas quentes têm café e eu não gosto). Cremoso e picante q.b. Adoro tudo o que seja bem condimentado :)

a dos velas _primeiros pratos

primeiros pratos: sopa de tomate com natas e “croquetas” de peixe caseiras

a dos velas _segundos pratos

segundos pratos: peito de frango com queijo gratinado e bife à argentina com molho chimichurri

Depois de uma sesta, procurámos no site da Lonely Planet um sítio simpático, perto da calle de San Bernardo, para almoçar. Eram quase 15 horas, mas em Madrid isso não é problema. Escolhemos o A dos Velas na calle de San Vicente Ferrer e não nos arrependemos. O espaço é giro, o ambiente é muito simpático e têm bons menus de almoço. Três primeiros pratos, três segundos pratos e várias sobremesas à escolha, tudo caseiro (excepto os gelados). E orgulham-se de não repetirem um prato durante, pelo menos, dois meses. A comida é realmente boa.

Teätro Häagen-Dazs

Caminhámos muito todos os dias e só usámos o metro praticamente para as viagens entre a cidade e o aeroporto. É melhor passear assim, vemos mais coisas, descobrimos mais. Foi num dos passeios, em busca do Cine Doré (a Cinemateca deles), que encontrámos o Teätro Häagen-Dazs, na calle Atocha. Como o Cine Doré não tem grande escolha para quem quer lanchar, resolvemos optar pelo seguro. Afinal, é por isso que estas grandes cadeias são boas – sabemos sempre com o que contar. Eu contava com um chá frio de melão e uma torrada de pão brioche… mas não tinham. Ficámo-nos por chás quentinhos – preto com aroma a baunilha – e waffles. O edífico promete muito e desiludiu-me. Vê-se que já foi um espaço bonito, tem pormenores de que gostei muito, mas está muito mal tratado, o que é uma pena.

Antigua Hueveria

Para a última refeição do dia, voltámos à calle San Vicente Ferrer para experimentar um sítio que vimos durante a tarde – mas que estava fechado na altura. A Antigua Huevería é um espaço pequeno, descontraído e muito informal. Gostei da decoração, adorei a fachada, mas não me lembrei de fotografar nada. É o que faz o cansaço. Pedimos cañas e dois pratos para petiscar: nachos com feijão, queijo e pico de gallo e huevos rotos com presunto e pimentos. Devo confessar que quando pedimos, pensávamos que huevos rotos eram ovos mexidos e quando chegaram à mesa percebemos que afinal eram estrelados, mas então deveriam ser huevos estrellados, certo? Só quando chegámos a Lisboa é que fomos investigar e huevos rotos são como um prato: ovos estrelados com coisas, que se “rasgam” quando chegam à mesa, para que todo o prato fique cheio de molho. É bom, bom, bom. Na Antigua Huevería, estão sempre a chegar coisas à mesa, mesmo que não as tenhamos pedido. Os chicharrones que vêem na imagem são exemplo disso. Não ficámos fãs. São tiras de courato fritas ou algo assim, muito populares por Madrid (até as vimos à venda em quiosques de doces, como se fossem pipocas ou batatas fritas).

pan con tomate

Se me mudasse para Madrid, como desejei durante imenso tempo, conseguiria habituar-me com alguma facilidade a várias coisas, às diferenças no conceito de pequeno-almoço e à falta de boas pastelarias, acho que não. Fomos ao El Ladrón de Tinta à procura de pequeno-almoço, por ser quase ao lado do hotel/apartamento onde estávamos. O menu: café, sumo de laranja e pan con tomate. Gosto de pan con tomate, a sério que gosto, mas também gosto de salgados e não os como ao pequeno-almoço. Pan con tomate é, basicamente, pão torrado com tomate, azeite e sal (e há quem esfregue alho também) e não entra na minha noção de “o-que-me-apetece-mesmo-comer-quando-acordo”.

paella e talvez batatas alioli

Foi a segunda vez que fui a um restaurante madrileno comer paella e pela segunda vez não foi nada de especial. Será culpa do prato ou dos restaurantes? O segundo prato são batatas, supostamente alioli, mas depois de ver um livro de receitas que os Reis me trouxeram, começo a achar que eram apenas batatas com maionese e ervas.

udon _entradas

udon _miso ramen

udon _noodles udon frios e tempura

udon _sobremesas

O Udon na calle Clavel, uma perpendicular à Gran Via, é bom, muito bom. Lá comemos os melhores gyoza de sempre, o miso ramen era delicioso e o Gonçalo diz que os seus noodles udon frios com tempura também (eu não gosto de massa grossa, não há nada a fazer). O sushi é feito de noodles também, o que os torna mais… leves (o de alga verde é mauzinho). Para sobremesa pedimos gelado de chá verde com coco (gelado de chá verde devia ser vendido como todos os outros, no supermercado) e rolos de banana e chocolate fritos com gelado de coco… nom, nom, nom.

kai

De um lado da rua o Udon, do outro o Kai. Se encontramos um restaurante japonês, temos de experimentar e assim o fizemos, no nosso almoço de Reis. É tudo caríssimo no Kai e por isso optámos por pedir pratos em vez de sushi. O dim sum é muito bom, o resto é bom, dentro do normal.

el tigre _tapas

El Tigre está sempre cheio. A primeira vez que lá fui tinha mesas, como uma tasca normal, agora só tem balcões. Balcões por todo o lado, para que mais pessoas consigam ter sítio onde pousar o copo e as tapas, e muito poucos bancos. Até porque a maioria não se demora muito por lá. Bebem uns copos, aproveitam umas tapas e seguem. Está sempre cheio, já disse? As tapas não são nada de especial, nem são servidas com especial cuidado… São basicamente atiradas para cima de um prato, misturando molhos e tudo o resto. Mas há algo de especial naquele espaço. Talvez seja só porque nos dão comida sempre que pedimos uma bebida, seja ela qual for.

dunkin' coffee

Não sei quem é que mudou: se fomos nós ou se foram eles, os donuts. Sei que adorava ir ao Dunkin’ Donuts e que gostava tanto dos donuts deles que o Gonçalo me trouxe uma caixa quando voltou para casa, depois do período de Erasmus. Em 2009 fomos a Barcelona e foi a desilusão. O nome mudou, passou a ser Dunkin’ Coffee, e os donuts não são nada de especial. Voltámos a experimentar em Madrid e aconteceu o mesmo. Bah.

a2velas _crepe, ovos estrelados e strogonoff com hummus

Terminámos mais ou menos onde começámos, com um almoço no A dos Velas. Deliciosos crepes de cogumelos, queijo e courgettes, ovos estrelados para mim, strogonoff com hummus para o Gonçalo. Saímos de Espanha sem vontade de comer durante dias.

aljezur

Fim-de-semana. Praia pela manhã (porque não percebo quem chega às 13 horas). Almoços com vista para o mar. Uma cache desaparecida. Passeios pela costa, de praia em praia. O mar. Esplanadas ao sol. Cabo de São Vicente cheio de turistas – como nós. Aplausos ao pôr-do-sol (?). Sagres. Deitar tarde e acordar cedo. Pequeno-almoço no parque de campismo. Uma piscina que nunca usámos. Regressar a Milfontes e à Mabi. Trânsito e uma viagem de ferry até Setúbal. Chegar a casa.

aljezur

aljezur

praia da arrifana

aljezur

um delicioso arroz de marisco

aljezur

cabo de são vicente

cabo de são vicente

aljezur

for emma, forever ago

a praia da arrifana com nevoeiro

milfontes

milfontes em festa




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